A Justiça expediu na última sexta-feira, com base nas investigações da Delegacia de Homicídios (DH), mandados de prisão preventiva contra cinco acusados de assassinar Raphael Rodrigues Paixão, o DJ Chorão, no dia 22 de setembro. A decisão foi divulgada na tarde desta segunda-feira.

Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga, Carlos André da Silva, o Carlão, Leandro de Souza da Silva, o Buda, Remilson Costa Ferreira, o Bicuí e Valdecir Nunes da Silva, o Cacá, vão responder pelo crime de homicídio triplamente qualificado.














DJ Chorão teria sido morto quando chegava em casa. Ele teria se apresentado em área proibida pelo tráfico

De acordo com o delegado titular da especializada, Rivaldo Barbosa, após a realização do exame de DNA, pelo Instituto de Pesquisa e Perícia em Genética Forense (IPPGF), foi constatado que o tronco encontrado na Ilha do Governador, seis dias após o crime, era de Raphael.

O delegado espera que com a divulgação da identificação dos criminosos, a população passe informações sobre a localização deles.

Esquartejado vivo pelo tráfico

DJ Chorão foi morto por traficantes da Maré. Na casa da mãe dele, em Belford Roxo, uma pessoa que não se identificou informou que Jorgenete se mudou para casa de parentes porque está com medo, após a morte do filho. Ela havia denunciado o desaparecimento dele na 54ª DP (Belford Roxo).

O jovem foi submetido ao "tribunal do tráfico" e esquartejado vivo na frente de moradores, como O DIA noticiou com exclusividade. Bandidos ocuparam a casa que ele morava, na Rua da Paz, e montaram uma boca de fumo. O carro dele, um Palio branco, também foi queimado.

Segundo as investigações, Chorão teria recebido aviso dos traficantes para que não se apresentasse na comunidade Chaparral, também na Maré, dominada por milícia.

Uma outra hipótese aponta que o tráfico desconfiou que ele teria dado informações sobre os criminosos à polícia. A ordem para o assassinato teria partido do chefe do tráfico no Parque União, Jorge Luiz Moura, o Alvarenga. A namorada do DJ se mudou da favela por medo e pensa em pedir proteção policial.

Fonte: O Dia